Cavernas

12-02-2011 17:12

Cavernas

 

Cristina Faganeli Braun Seixas*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivos

- Pesquisar em diferentes fontes e priorizar a informação.
- Realizar um experimento científico.
- Analisar fatos e levantar hipóteses sobre o ocorrido.
- Comparar e diferenciar as formações no interior das cavernas.

Introdução

Cavernas (do latim cavus, buraco) são caracterizadas por uma formação rochosa que permite o acesso a seres humanos.

As cavernas podem apresentar um desenvolvimento horizontal ou vertical, em forma de galerias e salões. Originam-se a partir de uma série de processos geológicos que podem envolver uma combinação de transformações químicas, tectônicas, biológicas e atmosféricas. E ocorrem com maior freqüência em terrenos formados por rochas sedimentares, podendo surgir também em rochas magmáticas e metamórficas.

No interior das cavernas encontramos as formações rochosas denominadas estalactites (cresce do teto em direção ao chão) e as estalagmites (crescem do chão em direção ao teto), sendo que estas se formam a partir da precipitação do carbonato de cálcio.

As águas em circulação subterrânea acabam por ficar saturadas em bicarbonato de cálcio. Circunstâncias várias (diminuição de pressão e/ou aumento da temperatura, etc.) podem levar a uma supersaturação em bicarbonato de cálcio, originando, então, uma nova precipitação (deposição) de calcite por perda de dióxido de carbono:

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Estes ecossistemas são únicos e se caracterizam por apresentarem uma fauna bem adaptada a viver em ambiente sem a presença de luz e sem vegetação nativa.

Materiais

  • Cópias do texto Cavernas - fauna da caverna conta com morcegos e animais troglóbios

  • Para o experimento:
    1. Sal de Alúmen (Sulfato de Alumínio e Potássio dodecahidratado) para solução supersaturada: 20 gramas por 100 mililitros de água (1 ml = 1 cc)

    2. O mesmo sal (para ser adicionado): 4 gramas por 100 mililitros de água

    3. Recipientes adequados

    4. Água destilada

    5. Balança

    6. Termômetro

    Preparando uma solução saturada 
    A melhor maneira de preparar uma solução saturada é deixar uma solução supersaturada depositar seu excesso de sal no fundo de um recipiente. A quantidade de sal citada acima produz uma solução supersaturada quando em temperatura ambiente (27oC). Use, por exemplo, 400 ml de água destilada em um de seus vidros e ponha 80 g do sal nessa água, mantendo em temperatura ambiente. 

    Mexa bem e observe que não se consegue dissolver o sal completamente. Espere até que a solução fique clara, precipitando todo o sal e formando uma solução saturada. Passe a solução para outro recipiente de vidro, com cuidado, para que o sal do fundo não vá junto. Cubra esse novo vidro para evitar evaporação. Retire o sal depositado, ponha-o em um pires limpo, espere que ele seque e guarde-o para uso futuro. Se algum cristalzinho bem formado aparecer nesse precipitado, guarde-o para usar como semente.

    Preparando uma semente 
    Para a preparação da semente, coloque um pouco da solução saturada em um vidro destampando, a fim de que a água evapore, formando assim pequenos cristais. Pegue-os com uma pinça e separe aqueles mais uniformes. A semente escolhida será amarrada na ponta de uma linha fina e resistente, e pendurada em um círculo de papel cartão que deverá se ajustar completamente à tampa do vidro em que o cristal crescerá. Ajuste o cartão com a linha e a semente na parte interna da tampa e guarde para usar logo mais.

    Crescendo o cristal
    Aqueça a solução saturada até uns 50oC e dissolva nela a quantidade adicional de sal mencionada acima (4 g para cada 100 ml). Deixe esfriar sem mexer e, quando a solução estiver uns 3oC acima da temperatura ambiente, enrosque a tampa com a semente pendurada, de modo que fique pelo meio do vidro.

    Agora, é só esperar por alguns dias, observar e não mexer no recipiente enquanto o cristal cresce. O vidro de crescimento deve ficar em um lugar de temperatura constante e sem vibrações.

    Ao observar e verificar que está num tamanho ideal, retire-o, secando com guardanapo de papel.
  • Estratégias

    1. Pesquisar sobre a formação das cavernas.

    2. Descrever as semelhanças e diferenças entre as estalactites e estalagmites.

    3. Realizar o experimento formando o cristal, de maneira a representar o surgimento das formações de caverna.

    4. Registrar o experimento e, posteriormente, seu resultado.
    5. Diferenciar os sais do experimento dos sais para formação das estalactites e estalagmites.

    6. Realizar a leitura do texto indicado acima.

    7. Discutir sobre a fauna da caverna e a importância do guano para os outros seres vivos.

     

    Cristina Faganeli Braun Seixas é bióloga e professora da Fundação Bradesco (Unidade I - Osasco).